Estar longe de toda a gente é um pouco antagónico. Por um lado, faz-nos conhecer gente nova, reinventarmos-nos, experimentar coisas diferentes. Por outro pode levar-nos a cair em algo que não queremos.
Hoje apercebi-me de quanto os meus amigos me fazem falta. De quanto me faz falta ter aquelas pessoas que nos conhecem e que, se vêm que nos estamos a desviar do rumo certo, são as primeiras a alertar-nos. Na realidade penso que só agora me apercebi do quanto preciso deles e da importância que têm na minha vida! Não que não soubesse, não que não me tivesse dado conta que eram importantes, até porque se não o fossem certamente não seriam os meus melhores amigos. Mas porque quando estamos longe aparece a saudade :) Aparece aquele sentimento nostálgico e aquela necessidade de ouvir uma voz tão conhecida, que nos dá os melhores conselhos, que nos guia e apoia, que é o nosso ponto de suporte. Na realidade a saudade só aparece quando gostamos muito de alguém, alguém longe fisica ou psicologicamente.
Esta nova etapa da minha vida é sem sombra de dúvida das melhores que estou a viver! Mas, não sei se é por estar a crescer, a ganhar responsabilidade ou só a mudar, começo a aperceber-me de certas coisas de que não me dava conta antes. Antes eu deixaria correr uma amizade independentemente dos erros e das dúvidas, agora apercebo-me que já não o consigo fazer. Talvez seja por me ligar demasiado às pessoas, por o facto de estar longe me querer fazer ficar tão próxima de quem está perto. Ou simplesmente porque o tempo dos amigos passou, porque o tempo de ter alguém que nos apoia incondicionalmente passou. Porque agora é tempo de viver de uma forma diferente! Não sei... Esta fase é muito confusa para mim. Não sei se é por eu estar a mudar ou por tudo o que tem acontecido nos últimos meses, mas a realidade é que me sinto numa nova adolescência, mais conturbada, que magoa muito mais. Nunca em altura nenhuma da vida me deparei com pensamentos como estes. Nunca sequer questionei a durabilidade de uma amizade. E no entanto, hoje sinto-me velha, sinto-me velha com 18 anos, porque perdi uma amizade, perdi uma que me faz muita falta e sei que em parte fui a culpada. Sinto-me velha como os meus pais que têm dois ou três amigos verdadeiros e que no fundo já fazem parte da familia por qualquer razão de parentesco que os unisse a eles. Sinto-me velha por ter perdido a amizade e sinto falta dela.
... Precisava das conversas, dos desabafos e da cumplicidade. Isso contentava-me. Isso tornava-me um pouco mais feliz!
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